Visit Amontada
Comida no Alpendre — foto 1
Comida no Alpendre — foto 2
Comida no Alpendre — foto 3
Comida no Alpendre — foto 4
Comida no Alpendre — foto 5
Comida no Alpendre — foto 6
Comida no Alpendre — foto 7
1/7

Restaurante · Praia de Moitas

Comida no Alpendre

Aceita pets

Sobre

Entre lojinhas, depósitos e moradias na estrada que sai de Icaraizinho de Amontada a Moitas, uma placa anuncia “A vida fica melhor na praia”. Não dá para discordar. Nesse éden à beira-mar, passeios de barco para conhecer o Túnel do Amor, buggies percorrendo faixas de areia e redes balançando ao léu chamam para conhecer maravilhas quase escondidas, mas muito preciosas. Feito o restaurante Comida no Alpendre, na rua principal do distrito.


O negócio é tocado por Rejane de Lima Pinto, 50 – ou simplesmente Jane – junto à família, composta pelo esposo e pelo cunhado. Os três dividem o lar desde 2020, quando Jane e o marido se mudaram de Fortaleza devido à pandemia de Covid-19. “A gente trabalhava com transporte escolar e turismo, setores que ficaram extintos durante o vírus. Então surgiu a chance de retornar pra cá, onde meu cunhado mora e de onde nós dois somos”.


Em setembro daquele ano, eles enxergaram no talento gastronômico de Jane a possibilidade perfeita de garantir o sustento em meio ao caos. Assim nascia o restaurante na própria casa, cujo cardápio é para lá de diversificado. No almoço preparado para nossa equipe, havia robalo ao molho de camarão; polvo no molho de coco; galinha caipira, acompanhada de pirão; macaxeira frita e carne de sol. Para acompanhar, suco de frutas nativas. Formidável.


O modo de servir, com toda a simpatia de Jane, é complementado pela beleza do lugar onde são degustadas as iguarias. Uma vez o alpendre ter ficado pequeno para atender a farta clientela, a cozinheira precisou estender as mesas e cadeiras para o espaço complementar da residência, com aura de sítio. Assim, as refeições são saboreadas debaixo de árvores e sob o vento do oceano. Um riachinho ao lado e redes estendidas para a sesta completam o cenário.


“Nós trabalhamos com dois públicos: de nativos e de turistas. Para os nativos, temos um cardápio do dia a dia que vai mudando a partir de pratos que o pessoal gosta – como frango ao molho, porco cozido e frito, mistão, galinha caipira e fígado acebolado, essas comidinhas da casa da gente. Trabalhamos com prato feito e quentinha”, explica a anfitriã.


“Já para o público turístico, preparamos outras experiências, principalmente porque eles vêm de todas as partes do mundo. Já recebemos paulistas, franceses, argentinos… Geralmente, gostam mais de frutos do mar, como filé de peixe, peixe no molho de camarão, lagosta, além, é claro, do peixe fresquinho”.


Autodidata na arte culinária – ainda em Fortaleza, Jane trabalhou em barracas na Praia do Futuro, cultivando a excelência nesse fazer saboroso – ela destaca o amor no preparo de cada prato, além do cuidado de selecionar insumos da própria região. Da galinha caipira ao camarão, grande parte do que vai à boca é típico de Moitas. O mar, nesse sentido, é um dos maiores protagonistas dessa travessia de delícias.


“A praia fica a cinco minutos daqui e é primordial pra gente, principalmente porque recebemos o pescado fresco. Não é todo mundo que tem esse privilégio. Inclusive, a casa fica num lugar estratégico, entre o rio e o mar. A gente adora, e os clientes também. Eles sempre voltam e, por isso, queremos continuar nesse clima de simplicidade da casa-restaurante”. No alpendre ou sob as árvores, sentir o litoral na totalidade.

Contato

Também em Praia de Moitas

← Ver todos os restaurantes